Na oficina virtual, o artesão Memeu Barbudo ensina o passo a passo para fazer uma máscara de papel machê

Apesar da longa distância recortada pelo oceano Atlântico, os artefatos confeccionados em Maragojipe revelam muitas semelhanças com aqueles produzidos lá no velho continente. As nossas tradicionais máscaras de papel machê, que fizeram e fazem história ao longo de mais de 180 anos de carnavais, têm referências nas máscaras ibéricas, típicas de Portugal e Espanha, mas que encontraram em nossa cultura novas formas de expressão e também novos símbolos. Essas referências foram trazidas pelos colonizadores portugueses por meio de uma festa popular com raízes muito próximas ao Carnaval, o Entrudo. 

Já o modo de fazer, traça um diálogo direto com a Itália. Com algumas variações, a técnica do empapelamento foi desenvolvida no século XVII, em Veneza. Os artesãos, ao preparar as famosas máscaras de Carnaval daquela cidade, usavam o empapelamento e também o papel machê para a produção dos adereços.

Do lado de cá, Bartolomeu Conceição, mais conhecido como Memeu Barbudo, faz máscaras há mais de trinta anos para o Carnaval de Maragojipe. Com obras expostas em Portugal e máscaras de todos os tipos, até mesmo com mais de 2,5 metros, ele aprendeu a técnica ainda menino, com o seu avô. “Ele foi embora e eu fiquei no lugar dele fazendo máscaras até hoje. E até hoje, só quem faz esse tipo de máscara na cidade sou eu”. Carnavalesco assumido, o artesão faz fantasias para sair durante os três dias de festa, também confecciona as máscaras de chifres de pano e produz peças para vários grupos de Maragojipe, como o Bloco das Almas, e também de outras cidades.

Quer aprender a produzir suas próprias máscaras? Confira aqui a oficina onde Bartolomeu ensina o passo a passo para a criação das máscaras ibéricas. A atividade é dividida em três partes, é gratuita e para todos. 

O Carnaval Virtual de Maragojipe é uma realização do Grupo Cultural Samba de Roda Samba de Maragogó/Projeto A Essência viva dos antigos carnavais. Conta com apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural –IPAC (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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